*****


Medo ou trauma de voar?
Você pode superar com EMDR.

Prof. Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri}
Sexóloga e Terapeuta de Casais e Famílias
Mestre e Doutora em Psicologia Clinica
Cj. 2108 da BCP

                        A necessidade de viajar de avião é cada vez mais presente em nossas vidas globalizadas por diversos motivos pessoais, culturais e profissionais, entre outros.

                        Há muitas pesquisas confiáveis que demonstram como viajar de avião é muitíssimo mais seguro que de carro ou de ônibus, só é menos seguro que elevador. Para cada 1,32 milhão de passageiros de avião, um pode morrer de acidente aéreo. Todavia essa informação não é suficiente para auxiliar pessoas que se recusam viajar de avião, ou sofrer muito quando necessitam fazê-lo.

                        Um primeiro tipo de medo de avião é o medo natural de experiência nova, medo da primeira vez, que geralmente ocorre em adultos acostumados a viajar em outros meios de transporte.
O segundo tipo é desenvolvido em pessoas que habitualmente voam e desenvolvem o medo, após alguma experiência intrínseca ao vôo (turbulências, decolagem ou aterrissagens difíceis) ou de desastres com familiares, amigos ou após notícias de graves acidentes.

                        Temos inúmeros medos (sentimento de ansiedade e agitação causado pela presença ou proximidade do perigo) ou fobias (um medo excessivo irracional e persistente de alguma coisa ou situação) e traumas (da língua grega: quebra, descontinuidade de uma experiência conhecida) pequenos e grandes que podem limitar nossas vidas: o de "voar" é um dos freqüentes. Entendo que traumas são quaisquer eventos que deixam impressões negativas em nossa consciência, como perda de pessoas queridas, abusos por violências físicas, sexuais e emocionais, desastres normais ou ocasionados pelo homem, fracassos sexuais, de trabalho, seqüestros, assaltos, incêndios, de posses, de lugares, de lares e de animais de estimação; ou outros geralmente subestimados no senso comum sobre o que seja traumático, como: humilhações, fracassos escolares, exclusões de grupos de jovens ou de adultos, ou sido muito baixo ou muito alto, ou ser obeso, com características físicas de serem especiais física ou psicologicamente, entre outros. Esses pequenos ou grandes traumas podem sobrecarregar nossas capacidades naturais de enfrentamento e elaboração e provocar o que chamamos de transtorno de estresse pós-traumático ou TEPT. Isso pode ocorrer porque essas lembranças perturbadoras podem ficar registradas inadequadamente na memória e poderão produzir: pensamentos obsessivos, pesadelos, pânicos, depressões, problemas na área do sono e da alimentação, problemas psicossomáticos, taquicardias, dificuldades respiratórias e uso abusivo de álcool e drogas, entre outros. Um desses problemas poderá ser o pânico de viajar de avião. Já nos dizia Dalai Lama que quando fomos picados por uma cobra, ficamos com medo até de uma corda enrolada.

                        É esperado que tenhamos medos e ansiedades quando vivemos uma situação que põe em perigo as nossas vidas. Todavia quando isso ocorre demasiada e recorrentemente e nos provocam excitações que nos limitam no dia a dia, pode estar no nível da fobia ou do pânico. Quando o passado invade o nosso presente e exacerba nossas reações emocionais, precisamos buscar ajuda que nos liberte.

                        Um medo exacerbado de viajar de avião pode não ter relação imediata com ter vivido direta ou indiretamente, experiências traumáticas com viagens desse tipo; mas com outras experiências que ficaram associadas.
                 O medo de voar é um tipo de fobia específica que atinge mais de 40% de brasileiros e que pode se apresentar em níveis amenos ou extremos. Pode gerar crises emocionais ou reações físicas como: palpitações, sudoreses, desconfortos abdominais, pressões no peito, vertigens, tumores, falta de ar e outros.
                 O uso de tranqüilizantes ou de álcool para poder enfrentar uma viagem de avião não é raro. E as pessoas o fazem para tentar evitar os constrangimentos costumeiros e com receios de prejudicarem suas vidas pessoais e/ou profissionais.

                        O medo de voar é complexo e pode estar ligado a outros medos como o da perda de controle, de sofrer mal estar e não ser socorrido, de ficar fechado e de acidentes, entre outros. Algumas pessoas começam a sofrer dias antes do embarque (angústia antecipatória), ou especialmente na decolagem ou no pouso.
                 Há várias possibilidades de ajuda profissional a pessoas presas no passado, quem têm seu presente dificultado. Por exemplo, no medo de voar. Uma dessas possibilidades é a terapia de EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), um método novo e revolucionário para tratamento dos traumas psíquicos, que favorece que a pessoa ferida pela vida, restabeleça contato com sua força vital e recobrir sua própria capacidade auto-curativa e a importância de harmonizar seu corpo e sensações. Sua criadora, Francine Shapiro, grande pesquisadora norte americana, mostrou-nos a possibilidade de curar esses traumas pelo EMDR, que favorece o processamento de experiências negativas e congeladas, bloqueadas; Esse processamento ocorre no nível biofisiológico, e que facilita a emergência de nossas associações, compreensões e emoções. A International Society for Traumatic Studies reconheceu EMDR como terapia eficaz para o tratamento de traumas.

                        O EMDR é uma terapia revolucionária para superar a ansiedade, o stress e os traumas porque pode em 8 a 15 sessões de 90 minutos, eliminar alguns traumas, entre eles, o de viajar de avião. Em 2003 o National Institute for Metal Health informou que o tratamento de EMDR é superior ao Prozac para esses traumas.

                        Há pesquisadores em mais de 80 países em todo o mundo e terapeutas treinados em EMDR, inclusive no Brasil, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e outros, e aqui, no Brascan Century Plaza, que é a autora deste artigo.
 



Voltar à página principal

  



Subir ^^