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Ser e viver a
filosofia rotária
Atuações do Rotary na
Comunidade. PREVENIR É PODER
Prof.
Dra. Ana Maria Fonseca Zampieri
Há diversas motivações pelas quais alguém possa desejar
integrar-se ao espírito filosófico rotário.
O que me atraiu no Rotary, foram as inquietudes de pessoas que
conheci com as desigualdades do mundo social, da educação e da saúde.
Conheci o Psicodrama e descobri uma proposta de tratamento dirigido
aos grupos, aos casais e, às famílias, numa abordagem mais democrática,
onde o poder do pensar e do analisar do psicoterapeuta, estava a
serviço do ser humano.
Casada e mãe de quatro filhos, em 1986, conheci a terapia sistêmica
de famílias e os ensinamentos da Física Quântica, onde até os
cientistas das ciências chamadas exatas, mostravam como as verdades
são complexas e emaranhadas. As verdades sobre "normais"
e "patológicos" são relativas e contextualizadas.
"Aprendi que era preciso crer para ver".
No presente, nós do Distrito, num projeto de educação para famílias,
na luta contra a gravidez precoce, o HIV e a Aids e o abuso sexual
intrafamiliar, porque cremos na existência da dor que não faz ruído,
não é visível a olhos iludidos pela sociedade que maquia situações
e está a serviço do poder dos que se julgam mais fortes pela raça,
pelo poder econômico e pelo poder culturalmente criado de gênero.
No Brasil de cada 100 crianças que nascem, 20 têm mães com menos
de 15 anos. Cada vez mais, mulheres de todas as idades e classes
sociais, mas especialmente as mais carentes, submetem-se a uma
sexualidade desrespeitosa e infectam-se de HIV , de HPV ou de outras
DSTs , de seus maridos e pais de seus filhos.
A cada 20 segundos no mundo, alguém morre de Aids, crianças
inocentes, que não sabem distinguir carinhos de carícias sexuais,
estão sendo abusadas por seus pais, tios, avós, irmãos maiores,
padrastos e vizinhos.
Se "cremos, então vemos", pois vivemos numa sociedade
onde a invisibilidade pode nos iludir sobre sabermos o que acontece
de fato, e não nos alertar a ver o que existe que não vemos.
Conheci, em 1992, uma colega psicóloga, a Edda Maffei do Rotary República,
que me convidou a fazer terapia com moradores de rua na Igreja da
Consolação.
Descobri no Rotary pessoas companheiras verdadeiramente, na
co-responsabilidade por uma vida que faça sentido, na crença de
que podemos não mudar o mundo como eu acreditava na juventude, mas
na transformação de vidas mais justas, na parceria pela educação
e saúde mais igualitárias.
Com parceiros do Distrito, da PUC de SP, da F&Z e de outros do
Brasil e de Londres, a Elton John Aids Foundation através da ASF,
atendendo, pelo chamado Sociodrama Construtivista da Aids, (método
que desenvolvi e que foi aprovado em teses de mestrado, doutorado e
agora
de pós-doutorado) cerca de 11 mil adolescentes e suas famílias e
educadores.
Este é o nosso projeto PREVENIR É PODER, com o qual vamos até a
comunidade e lá desenvolvemos com as famílias, durante 8 horas em
um sábado, sempre em co-autorias, o que chamamos de capacitação e
sistematização de nossos poderes contra a Aids, o HIV, o HPV, a
gravidez precoce e a violência sexual.
No ano passado, 2007, fizemos isto no Butantã em São Paulo, em
Paranoá em Brasília e na cidade de Goiânia.
Este projeto tem vários produtos, entre eles a confecção de uma
cartilha especialmente elaborada para e a partir dos aprendizados
das comunidades, que têm sido distribuídas ao final desses
workshops, para as famílias e educadores.
Temos 20 mil exemplares até o momento.
O lema "Dar de si antes de pensar em si", nestes
trabalhos, transforma-se em "dando-nos recebemos em ato contínuo",
pois é na co-elaboração de nossas forças, sentimentos, crenças,
valores e atitudes como cidadãos, que os encontros de psicoeducação
são combustíveis de emoção, amor e desejo de multiplicação,
compartilhando, o que nos faz sentir humanizados.
A Filosofia rotária não existe somente em nós, se renova em nós.
Sou muito grata à Edda por ter insistido em reapresentar-me ao
Rotary e aos companheiros corajosos do Butantã e do Distrito, pela
parceria em fazer de temas tabus como: sexo, doenças sexuais, Aids,
gravidez precoce e abusos sexuais; temas do cotidiano de nossas
educações como famílias. O PREVENIR É PODER tem vários projetos
de expansão e continuidade em nosso país e, quem sabe, na África,
onde está a metade dos jovens infectados em todo o mundo.
Desejo para este 2009 que muitos outros companheiros engrossem
nossas fileiras.
Prof. Dra. ANA MARIA FONSECA ZAMPIERI - RCSP Butantã
Doutora, mestre e pós-doutoranda em Psicologia Clínica.
Psicodramatista
Fonte: Assessoria de Imprensa
Ana
Maria Fonseca Zampieri
Mestre e doutora em
Psicologia Clinica. Pós-graduada em terapia de casais e famílias.
Terapeuta sexual. Psicodramatista. Formação em E M D R. Escritora
de livros sobre casamento e sexualidade na vida conjugal. Diretora
de Ensino e Pesquisas da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em
Educação e Saúde S/C Ltda.
(anamfzampieri@uol.com.br)
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